Entrevista com André Monteiro para a Navs Gridiron

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Entrevista com André Monteiro para a Navs Gridiron

Época a após época afirma o seu valor e é hoje um dos elementos chave no sucesso dos Lisboa Navigators. A Navs GridIron entrevistou André Monteiro que partilhou um pouco do seu percurso na modalidade e lançou um olhar sobre a época que se avizinha.

 

André, conta-nos um pouco do teu percurso no Futebol Americano.
Comecei a jogar dia 12 de Maio de 2007, 13 dias depois dos Navigators fazerem os seus primeiros treinos de captação. Quem me falou do desporto, e da equipa, foi o Pedro Calado, que já tinha começado os treinos. Ao inicio, como toda a gente que não conhece o desporto, a grande dificuldade é conhecer as regras e formas de jogar. Depois com a chegada dos equipamentos, tive alguma dificuldade no contacto como deve ser feito até um dos nossos treinadores na altura, Ray Kyliavas, me dar na cabeça de tal maneira que não tive outra opção senão bater com força.

Que momento escolhes como o mais feliz da carreira?
Não tenho a certeza de qual foi o mais feliz, mas arrisco-me a dizer que foi a vitória da primeira final portuguesa. Para além de comemorar a vitória da equipa, comemorei uma vitória pessoal pois foi esse o melhor jogo que já fiz.

E o mais triste foi….?
O mais triste foi sem dúvida perder a meia-final da segunda época na liga espanhola. Todos queriamos ganhar o campeonato para dedicar ao Juan Ortiz, jogador, treinador e amigo que nos ensinou tudo e nos ajudou a dar um passo gigantesco na nossa evolução.?Escusado será dizer que todos choramos baba e ranho.

Num país onde a prática de futebol americano não é apoiada, nem tanto pouco reconhecida como se concilia a vida pessoal e profissional com uma rotina de treinos tão exigente?
Já foi mais dificil para mim conciliar as duas coisas. Mas acho que com vontade e dedicação, estabelecendo prioridades, sejam elas quais forem,consegue-se.

Alguns dos adversários dos Lisboa Navigators reforçaram as suas equipas com jogadores estrangeiros e experientes. Receias que este facto possa trazer dificuldades aos Navigators no decorrer da próxima época?
Como é obvio vai sempre trazer dificuldades no frente a frente. Para além de jogadores bons eles trazem também muita experiência e conhecimento para as equipas em questão. Vai ser com certeza mais dificil, mas o que seria deste desporto sem competição?
Daqui a 10 anos como esperas que esteja o Futebol Americano em Portugal?
Espero algo muito mais organizado a nivel de Associação/Federação, camadas jovens, mais apoio da comunicação social e mais umas quantas coisas que não me estou a lembrar agora.

Antes de terminarmos, o que significa para ti ter um espírito Navigator?
Espirito Navigator significa nunca desistir em circunstancia alguma, querer dar a conhecer às outras equipas quem nós somos, dar o máximo em campo como se dependêssemos daquilo para viver.


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